segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Caralluma

Ontem, quando recebi minha Revista Veja, fiquei bem feliz ao ler a reportagem "Cacto em cápsulas", sobre a Caralluma. Fiquei feliz porque a reportagem trouxe a mesma visão que a minha: existe apenas um artigo (Apetite 2007; 48(3): 338-44) com resultados um pouco controversos.

Eu sou viciada em Revistas e fui conferir as últimas revistas (as que eu mais gosto) sobre a caralluma. Já que ela está na moda, está em várias revistas. 

A Revista Boa Forma de setembro traz uma reportagem específica sobre o cacto milagroso da temporada. Segundo a reportagem, no último Congresso Americano de Diabetes, realizado em junho deste ano na Flórida, a caralluma foi considerada a estrela dos fiteterápicos por reunir mecanismos de ação contra a obesidade. Ainda traz os perigos da automedicação, solicitando que todos procurem um endocrinologista ou um nutricionista para ter a receita da manipulação.

A Revista Claudia de outubro fez testes com mulheres comuns que experimentaram algum fitoterápico para verificar seu efeito. Nenhuma experimentou a Caralluma, mas o que pude perceber é que nenhum dos suplementos mostraram resultados. As fotos são notoriamente forçadas: as de antes com os abdomens relaxados e as de depois com o abdomem contraído e com postura favorável. Quando se compara os pesos em 30 dias, mostra-se diferenças muito, muito pequenas (cerca de 1kg). 

Não adianta esta histeria de fim de ano! A verdade é que não há nada mais eficaz do que alimentação + academia para um peso adequado. E o melhor: para sempre!!!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Caralluma

Eu sou um pouco cética com fitoterápicos milagrosos. Eu sempre prefiro dar uma olhada no PUBMED para verificar se há artigos científicos relatando os efeitos do fitoterápicos. Isto não significa que há comprovação científica sobre o assunto, mas pelo menos temos pesquisas relatando o real efeito da planta!

 

Na verdade, quando se faz um medicamento, existem várias fases de pesquisa para que o medicamento venha ao mercado. Na Fase pré-clinica, com duração de 3-4 anos, um fármaco promissor para uma determinada patologia (nesta fase são testadas milhares de substâncias, sendo que poucas são seleccionadas para estudos posteriores), começa a ser perquisado. Com o objetivo de testar a segurança a nível de toxicidade e potencial oncogénico, o fármaco é testado em animais (usualmente ratos). Depois inicia a Fase clínica, subdividida em 3 fases que pode durar mais de 10 anos!

 

Toda esta intrudução foi só pra dizer que não é tão simples tomar um fitoterápico.

 

Mas e a caralluma??? Como disse, procurei no pubmed artigos sobre caralluma. Encontrei um artigo relacionando a caralluma com a perda de peso, mas que não mostrava diferença estatística entre a caralluma e o placebo (embora todos tenham perdido um pouco de peso). Ainda existiam mais cerca de 35 artigos, mas nenhum relatava exatamente a perda de peso. Alguns pesquisavam sobre saciedade (com ratos) e outros a toxicidade. Quando procurei em artigos brasileiros: nada!

 

Bem, o que dizem os fitoterapeutas?

A Caralluma fimbriata corta a fome exagerada e a vontade de beliscar o dia todo.

 

Como funciona: compostos extraídos desse cacto indiano de uso milenar – populações nativas consomem a planta até hoje para enganar a fome em longas jornadas de caça – interferem na sensação de saciedade, suprimindo o apetite. Imagine que, na hora do almoço, você só fique satisfeita com um hambúrguer, uma porção grande de batata e um sundae. Com a Caralluma fimbriata, vai ficar feliz apenas com o hambúrguer e uma batata pequena.



 

Mais vantagens: diminui a vontade voraz de doce que normalmente aparece no meio da tarde. Os pesquisadores ainda estão avaliando, mas acredita-se que a planta tem o poder de manter a carga glicêmica estável, o que reduz a gordura abdominal.



 

Efeitos colaterais: não existem relatos de reações adversas.



 

Dosagem: de 500 miligramas a 1 grama por dia.



 

 

Cápsulas diárias: duas, uma hora antes do almoço e do jantar. O apetite começa a diminuir 30 minutos após a substância ser ingerida, atingindo o pico em uma hora. Mas isso pode variar de mulher para mulher.


 

Como disse, sou um pouco cética. Se alguém já tomou, escreva nos comentários me dizendo o que achou, se perdeu peso, se teve algum efeito collateral…

 

Beijos!